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quinta-feira, setembro 02, 2010

Expedição Chamuça 4º dia

O sol apareceu, e três cordadas atiraram-se a parede de Fresnidiello como se não houvesse amanhã.




Sotres

Antes de chegar à via ouve logo umas richas pela disputa das vias...

Eu faço esta...
Mas tu não ias fazer a outra?
Tá bem deixa-te andar...
Vamos fazer esta, é só 6a.
Eu não quero esta, diz apenas 6a e não tem as reuniões marcadas.
Oh pá se voces quiserem podem vir a esta, é na boa.
Eh pá fo***** é na boa vamos a esta, 6a é o grau máximo.
Mas tu sabes que 6a nesta vias é bem puxadinho... vamos a outra à mesma deles.
Eu não quero andar por baixo, para levar com calhaus na tola.
Pronto está bem vamos lá a essa.
Mas...
Vamos a esta, deixa lá.

Cardi&Cláudia - Los Ojales (180m, 6a)




Quem é que anda aí?


Cláudia apertar por lá cima





Joni&Sarah - Elixir para calvus (300m, V+)




Sarah


- Master e tainha olhem para o passarinho...


O joni a fazer metros parede acima... não é por aqui, por aqui também não...
- Ei oh Sarah acho que vais ter de sair...ups, deixa-me agarrar aqui uns tufos bons mas não caias.


O joni na reunião fugidia...lol

Natália&Zérgio - Sin una duda razonable (280m,6a)


Aí vai o homem...


A foto tirada pelo Joni.


Aqui é o momento mais adequado para explicar que a nossa máquina de fotografar não tem visor, partiu, daí esta minha pose a tentar ficar na foto, e algumas fotos menos enquadradas.


O Zérgio na reunião, antes da zona mais "difícil"




Capacetes à drede.


Taia e Zérgio perto das nuvens...bem lá em cima... no cumbre.

terça-feira, agosto 10, 2010

Expedição Chamuça 1º dia



Os Picos da Europa têm grande oferta alimentar: queijo de cabrales, enchidos de bamby e porco preto, favadas, chocolates, etc... mas faltou a essência da expedição: as chamuças. A busca vai ser incansável...



Decidimos fazer a viagem de noite, depois dos preparativos feitos à pressa seguimos rumo aos Picos da Europa.



31-07-2010
Às 3 da manhã tivemos de encostar e dormir, dormimos no carro e arrancamos de madrugada para em mais meia hora chegar-nos ao parque de campismo Naranjo de Bulnes.

Chegados ao destino encontramos um membro desgrenhado, o Joni que já havia chegado no dia anterior com a Sarah, para preparar o campo base.
Pequeno almoço tomado, seguimos ceguinhos para Fresnidiello.




Croqui retirado da revista "Desnível"

Acho razoável fazer uma pequena introdução acerca do estado da malta:
Sérgio: Uns meses largos sem escalar, mas sempre igual quer de tola quer de ensarilhanso, mas com a novidade "mãos de aranha", tudo o que pegava caía.
Taia: Ui! muito mal, um ano +/- afastada da lides verticais, medo, falta de tola...
Joni: Bem nem sei bem que dizer, ele dizia que estava melhor, mas aos fod$-*# que ouvi acho que está igual (ainda bem, nós gostamos de ti assim), ensarilha e uma fonte ambulante quando decide começar a ensarilhar, fod$-*#, fod$-*#...
Sarah: Iniciante nestas lides com mais pátio.

Depois de uma hora de aproximação, a escalada esperava-nos. Ansiosos entramos de imediato na parede.





Sérgio e Taia decidem ir à (La conjura de los factos, 250m 6a+) e Joni e Sarah à (Bruites, 300m 6a).

Começamos a escalada, os primeiros largos são canais de III grau, sem qualquer protecção. O pessoal estava-se aclimatar ao tipo de rocha, ao ambiente e ao sol a tostar...









O Sérgio com o seu bom hábito de correr pela parede acima seguio por lá cima deixando para trás uma reunião. A corda acabou, e o rapaz ia montar uma reunião intermédia. Mas a vontade de ensarilhar era maior e aí vai um pé de gato para o abismo que assim acaba-se a brincadeira.



Quando vê o pé de gato a voar diz com calma para a Sarah que se encontrava mais abaixo num passo de decisão no que diz respeito a arejamento de protecções:



- Oh Sarah! Por favor, apanha aí o meu pé de gato.

Mas era tarde, e o pé de gato apesar de ainda não estar à cota, passou ao largo, voando a grande velocidade.
Em busca do pé de gato tresmalhado o Sérgio rapelou por cima da corda do Joni e ensarilharam-se as cordas. Mais parecia um estendal da roupa, cordas cruzadas, nós cegos, etc.







Depois de resgatado o pé de gato, voltou a subir, e ainda fizemos todos mais um larguito, faltavam 2 ou 3 largos a cada cordada para terminar as vias, mas nos Picos havia um algodão doce que por volta das 5 da tarde teimava em instalar-se e não se via mais nada, nem abismo nem nada, tudo branco.







Chegados ao parque de campismo já tinha-mos mais família para se juntar a nós, mais um casal para as chamuças. Cardi e Cláudia. O jantar foi tipo banquete, e prolongou-se noite dentro.





Aguardem cenas do próximo episódio.