quinta-feira, outubro 25, 2007

Inacreditável



Espécime vista num fim de tarde.
Não tentem fazer isto em casa é perigoso.

sexta-feira, outubro 19, 2007

fotos prometidas


...há uns anos atrás quando o abis"ta"mos


A parte mais interesssante da "dura" actividade, sendo tb as fotos mais esperadas.
O vinho dentro da garrafa de plastico ;)



O Bibaque Hotel das jantaradas, super confortável.



A primeira via da cordada I - Gran diedro, gran galayo




Enquanto isso, a cordada II, metia-se à torre Amézua, via Gerardo-Rafa, considerada durante décadas como das mais dificeis do galayar. Mas fomos avisados...
Uns lobos de barba branca, avisavam-nos, "não é via para hoje", no meio de risadas. Eram uns 10, Carlos Sória e outros, entre eles um ilustre entre os ilustres - Salvador Rivas, estavam a festejar o cinquentenário da Oeste a Ajuja negra, Salvador Rivas foi aperturista em 1957, depois de + alguma intimidação e palmadas nas costas fizemo-nos à via. Os duros ao lado em verdadeira galhofa, o Salvador Rivas abria em grande estilo e outros em baixo a comentar: "ele disse que abriu que abriu mas decerto não abriu nada".


A cara dos meninos na "reunião do medo", o final do largo mais duro, onde os segundos não podiam cair - a reunião aguentava.
No fundo não foi bem uma reunião, mas sim um encontro imediato de 3ºgrau . Terceiro?! Mas aquilo num era um seis qualquer coisa?


Como diz o velho ditado:
-Depois do pânico, cumbre.



A pirisca e o janeca, não satisfeitos apenas com uma via meteram-se na Aguja Paco Perez, e aquilo parece que também há, Rampas do Entulho (TM), em espianha.



Cume luz das estrelas, enquanto a outra cordada andava às apalpadelas pelo caminho de regresso ao hotel.(encontramo-nos no desfiladeiro e fomos festejar).

No Domingo fomos todos à Maria.

Indeciso no "paso de decision" da Rivas acuña, punta maria luisa.


Os quintos mais quinticos.




1,2...3.





A chiminea rastera


A turpe no cume.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Galayar

Contar esta aventura será muito difícil, muitos momentos ficarão por contar, grandes risadas, verdadeiros momentos de medo e dúvida que se vive pendurados em cordinos da época da carqueija.

Sei de fonte segura que todos lá queremos voltar, eu voltei exactamente três anos depois de lá ter estado pela primeira vez.
A equipa foi de facto escolhida a dedo, todos tínhamos algo para dar, mais não fosse frouxidão e muito medo.
Antes de mais tenho de contar a bela viagem do norte para Portalegre onde chegamos pelas 5 da manha, de facto uma hora muito conveniente para quem iria sair às sete da manha para os Galayos. Aqui começam os contributos, o Zé atrasou-se porque não sabia chegar até à Teixinha e podemos colocar o sono em dia, há males que vêm por bem.
De manha carregamos o carro até não caber mais e siga que se faz tarde.
Na viagem fizeram-se projectos para todas as agulhas escaláveis nos Galayos, grandes projectos… mas todos sabíamos lá no fundo que a humildade nos Galayos é o melhor remédio. Carregados feitos xerpas seguimos rumo para cima, já sabíamos o que nos esperava, pelo menos três horitas de aproximação.
Montamos hotel num bivaque no sopé do Pequeno Galayo, fizemos um jantar que meteria inveja, vários queijos entre eles o queijo cabrales, enchidos, pão, vinho entre outras iguarias…”uma expedição tipo tuga, percebem porque passamos medo, deixamos um camalot no carro por cada iguaria destas que carregamos para cima ”.

Depois de tanto bebericar e comericar, aterramos nem uns anjinhos, posso dizer que foi o bivaque mais tranqui que fiz, nada de frio nada de barulho, e o céu…… Viam-se as agulhas recortadas a negro no céu azul estrelado, e o temibele TORREON precipitava-se sobre nós…uhhhhhhhhh

Durante o jantar tínhamos dividido as cordadas, Taia/Joni (cordada não faz nada) e Sérgio/Marco/Zé (cordada faz tudo). De manha lá seguimos a nossa sina, cordada frouxa para cima cordada forte para baixo.

Cordada Frouxa dia 6 de Outubro
Eu e o Joni não gostamos muito de grandes pressões, como já sofremos de medo antes de começar a escalar, temos a síndrome de ir várias vezes a casa de banho mal olhamos para a via, mas parece-me que na outra cordada o jovem vidente zéza também sofre do mesmo mal, mal põe um pé no mato logo tem que evacuar…

Tínhamos decidido fazer o Grande Galayo, e lá seguimos rumos ao sopé da via, mas nos Galayos não se deve subestimar as aproximações, quero dizer que escalei mais nas aproximações e nos destrepes que propriamente nas vias, passes duros e expostos, enfim sempre grande ambiente.
O Grande Galayo foi uma escalada tranquila boa para aquecer no ambiente Galayero, sem contar com o destrepe que é mais difícil e ainda com as cordas ao pescoço, se caís, abismoooooooooooo…..

Fazer o apenas o Grande Galayo no dia seria uma grande frouxidão, tínhamos visto no dia anterior que ainda podíamos fazer a agulha Paco Peres, era um género de bloco, diziam eles, e pensávamos nós…quando descíamos do Grande Galayo até vimos uma corrente ferrugenta no tope da Paco Peres, na altura pareceu-nos muito bem:

_Que nice até tem uma corrente…
A via estava cotada de grau baixo, era tudo de IV sup para baixo, vejam bem. O primeiro largo era IV acredito que sim se não tivesse uma aproximação como tem, ou seja um largo é logo sem corda se te foge o pé adeus dentinhos ai vais até à cascalheira, tum tum tum. O primeio largo só de piolet e crampons, "habia visgo" com fartura, ervas, televisores soltos, lesmas, enfim fauna e flora não faltava, deu para lubrificar os camalotes. O Segundo largo lá me mandei dizia que era fácil e era de facto um II grau (vou contar ao Joni a verdade, eu fiz as contas para que te calhasse os largos mais duros, sorry companheiro), xxi o terceiro largo era de levantar as mãos para o céu mas quando se chegasse ao patamar porque antes era de loucos, se aquilo é III grau??? Começa com uma fissura em V e bem regadinha, depois um esporão aéreo que se te largas… borras-te, desculpem a linguagem mas é verdade. E o rosseeee na corda, xiiii haviam de ver eu dizia puxa e o Joni dizia podes vir…fonix e ficávamos a noite toda ali, pois começamos a via já eram 4 da tarde, mas com algum esforço lá cheguei até ao pé do Joni e foi quando vi o derradeiro largo de III grau que tinha um tecto, lá foi o Joni de novo, e não é que o calhau que fazia o tecto abanava, bem foi passar de raspão e nem olhar para trás, nesta reunião podia ver o pessoal que já estava no refugio, e eu pensava quem se ri por último ri melhor.
Ainda no cume da Paco Peres, questionávamos mais uma vez onde andarão os passarinhos?? E não é que de repente ouvimos umas vozes abismadas, era a cordada II, que vinha da sua escalada, iam-se meter pelo abismo abaixo, lá lhe demos as indicações correctas para o canal de destrepe e encontramo-nos no sopé da Paco Peres. Bem foi o delírio, colinho e grandes aventuras para contar, os passarinhos tinham estado com uns dinossauros da escalada nos Galayos e tinham feito uma via duríssima, vinham amarelados.
Descemos e compramos umas cervejas e brindamos à amizade porque nada mais vale a pena no fim de um dia daqueles.

(Aqui entra o relato da subida à Punta Amezua, via Gerardo Rafa pela cordada que alucinou na reunião do medo e viu o Salvador Rivas)

Esta noite foi a desgraça total, ficamos até tarde a rir do medo que passamos.

No dia seguinte foi a desgraça não acordamos muito cedo o que pode ser decisivo no que diz respeito à quantidade de vias que conseguiremos fazer. Decidimos fazer novas cordadas, Taia/Marco e Sérgio/Zé/Joni. Nada de grave fomos fazer a Punta Maria Luísa pela via Rivas à Cunha.
O grau era puxado avisei de antemão o meu parceiro de cordada que não me via abrir nada naquela via. Haviam passos comprometidos, passos de decisão. No primeiro largo tínhamos logo que dar um salto, bem algo pouco comum, como uma verdadeira medrosa que sou não saltei com medo de me esfregar por ali abaixo, mas também não conto como me desenrasquei, quem viu, viu, quem não viu, sabe que meti um camalot e uma fita e que destrepei ate chegar até à parede do outro lado.
Este largo teria um canal de II grau, mas como estava muito sujo, tornou-se mais duro mas mais limpo, fez-se mas apertou-se.
No segundo largo era o passo de decisão, mas foi bastante fácil, era apenas complicações psicológicas. O terceiro largo era curto mas muito bom, escalada bonita. O quarto largo era aéreo, era “rastrero”. Depois da cambada toda no cume da Maria Luísa começou o desespero, aí o rapel, como saímos daqui…confesso eu desespero um pouco com os rapeis. Lá descemos depois de ouvir umas histórias sobre rupturas de equipamento, não é que no final a corda não vinha…
M…e…r…d…a… A corda ficou presa!!!!!!!!!!!!!!! Sim, o Marco teve que abrir um largo tipo à bravo em terreno um pouco decomposto, enquanto eu o Sérgio baixamos pelo destrepe mais manhoso de todos que chegou mesmo a ter umas partes em que ponderei que se tivesse um saco plástico fazia secu, mas à falta do saso tivemos mesmo de magnesiar e destrepar até com os dentes se não queríamos parar na cascalheira com os osso virados para trás. O Marco depois de conseguir soltar a corda (o motivo da mesma ter ficado presa foi a o roossse e o atrito nas dezenas de cordinos que estavam à volta do cume), encontraram a corrente prometida que estava lá encaixada entre calhaus. Encontramo-nos na cascalheira (canal de la apertura) que em tugules diz bem o que se tem que fazer que é apertar por lá baixo.

Bem depois de dias como estes ainda tivemos de bombar até ao carro, eu foi tipo auto-motivação teve que ser por etapas, quando estiver no caminho e deixar o canal já estou bem, quando cheguei, xiiii ainda é uma caminhada do caraças, mas quando chegar à fonte já estou melhor, o problema é que tem três fontes…

Abraço companheiros de cordada.
(estou a tratar as fotos, já ponho as fotos, lá para a tarde)

sexta-feira, outubro 12, 2007

Galayos



eu Galayo
tu Galayas
ele Galaya
nós Galayamos
vós pensai duas vezes antes de Galayar
eles depois de muito medo voltarão a Galayar?



Brevemente num abismo perto de si.

terça-feira, outubro 09, 2007

Octávio



8a lá está...

08/10/2007 Os três mentirosos

quarta-feira, outubro 03, 2007

Espolon de los Lopez


Sábado de manhã, rumámos em direcção à serra de Gredos, para não variar parámos em Caçeres para abastecer de queso cabrales e vinho. O abismo agora está um pouco espalhado pêlo país, pelo que fui só eu e o Marco Cunha.
Chegámos à plataforma a meio da tarde e, lá seguimos tranquilamente em direcção à laguna grande, uma paragem no refugio para, uma cerveja e fotografar croquis, e continuámos para a parte superior circo, onde, já ás escuras encontrámos o bivaque mais fantástico que alguma vez conheci, trata-se de um mega bloco com um enorme tecto, plantado de frente para o Almanzor.
Com o sol já bem visível, depois de uma noite tranquila, rumámos em direcção à portilla del cranpon, abandonámos o canal quando ele começa a ficar mais estreito, tirando à direita para a base da via.


O Marco seguiu para a frente com a ferragem, abrindo o primeiro largo, uns passos muy raros de V+ logo na entrada, que de resto acabaram por ser o mais durito da via, um piton ferrugento aqui outro acolá e o MC lá foi andando.
É sabido de todos a beleza do circo de gredos, no entanto este inóspito e paradisíaco lugar aos fins-de-semana é literalmente inundado de uma diversificada fauna de montanhistas, envergando o ultimo grito em moda de montanha e equipados como se de uma expedição alpina se tratasse, de tal modo que por lá andava um fulano de piolet (homem prevenido vale por dois) e eu juro! Que a coisa mais gelada que vi por ali este fim-de-semana foi a cerveja que bebi na minha efémera passagem pelo refugio.
Qual não é o meu espanto que ao olhar para o canal umas dezenas de metros mais abaixo, eu nem queria acreditar no que os meus olhos estavam a ver, uma curvilínea “pelirroja” espavoneava-se pelo canal acima vestindo um minúsculo bikini, aliás um minikini…foi com um grande esforço que não saquei do victorinox e cortei a corda, para descer ao corredor e ver tal coisa mais de perto. Como a cordada deve estar sempre em consonância apressei-me em avisar o comp. de cordada que, já tendo dado por isso, escalou o resto do largo de V, fazendo parecer que de um oitavo grau se tratava, de tal modo que la "chica" ficou abismada com la bravura del destemido portuguez…

O segundo largo tocou-me a mim abrir, tirando a entrada com um passo muy raro o resto é uma trepada.
O terceiro largo foi o Marco de primeiro, trátasse de uma largo de escalada muito tranquilo apenas com uma passagem de um sub prumo de IV+ mesmo ao estilo gredos.
O último largo é uma trepada, por isso seguimos ensemble até ao cume do Almanzor, onde desfrutámos durante um bocado enquanto comemos um pouco de pão com chouriço, e demos dois dedos de conversa a um casal de velhotes também eles outrora escaladores.


Descemos, carregámos os macutos e seguimos em direcção ao refúgio onde parámos para uma cola.
Ainda nos disfarçámos de andarines e em vez do rumo normal de regresso à plataforma, subimos por um canal em direcção ao morezon, só depois então descemos em direcção ao prado pozas pela cuerda del refugio e depois plataforma.
Antes do regresso ainda jantámos um magnifico jantar num restaurante em hoyos del espiño. Claro a pedido do dono ali deixámos uma fotografia dos dois devidamente autografada ,no cume do morezon, para ficar na parede na galeria dedicada aos grandes alpinistas lusos.




lá está

quarta-feira, setembro 19, 2007

Fim de Semana do Frigorífico.

Depois de umas semanas escondidos no armário, os ensarilhas encontraram-se.
Houve algumas alterações logísticas que contaremos mais tarde.

Neste momento alguns membros da seita estao apanhar ar mais nórdico.

E por lembrar o frio, foram a Portalegre buscar mobilia aproveitaram para escalar um bocadinho na Quinta na mítica e desconhecida Rábada Secret Spot e na Sexta lavar com uma trovoada com granizo ovo de pomba na Penha, no regresso estavam a pensar ir ao encontro do Frigorífico do Vinho, mas como traziam um frigorifico (de verdade) no tejadilho, não sabiam o que fazer.

O Luizito ofereceu abrigo para o frigorifico enquanto durassem as ensarilhadas. Então fomos todos para a Serra.

No Sábado estivemos nos Mercadores, a chuva ameaçou mas esteve um ambiente porreiro, deu para puxar, sociabilizar e apalpar as curvas ásperas daquela rocha boa.

No Domingo fomos 2 cordadas para o Cântaro, eu e o MC atiramo-nos à Via dos Anos, a Pirisca e o Janeca, à Luso-Galaica. Ainda na parede a chuva precipitou-se de novo. Fomos então brincar aos blocos para a Pedra do Urso.

No fim do dia, fomos embrulhar o frigorífico numa manta de sobrevivência por causa da chuva, colocar fita cola americana do tubo do radiador que estava a esguichar água com o esforço da súbida e bumba pa casa.

Um fim de semana espectacular! a repetir mas sem frigorífico.
Abraço

sexta-feira, agosto 24, 2007

RÔck TRIp

Dia 1 – Saímos de Portalegre rumo à Teixinha e iniciamos de imediato as ensarilhadas, previamos sair às 9 da manhã, saímos de Portugal já era quase meio dia. Com tudo previsto e programado, rotas do via mikelim, mapas, projectos, trajectos…o mundo à nossa frente.















Seguimos rumo a Solana de Avila no caminho só nos questionávamos acerca de um valor monetário que se “teria” de pagar para se passar no caminho que daria acesso ao paraíso. Na minha opinião esta coisa de pedir dinheiro a tugas é coisa difícil, se tivessem dito se queríamos contribuir para a construção de mais vias de escalada, hummmmm ainda nos parecia válido… mas tudo ficou em águas de bacalhau e ninguém pediu nada a ninguém e nós por lá habitamos dois dias, onde escalamos, chapinamos, comemos e bebemos…


O refúgio







No primeiro dia feito heróis, cheios de ganas atiramo-nos a umas placas de aderência, sem croquis, parecíamos três-marias de cu para o ar e palmas das mãos na rocha, parecia patinagem, o drama instalou-se, com tal rocha polida. Desanimados lá fomos mais para cima em busca de puxadores e vias mais acessíveis.











Sem croquis não sabiamos onde andávamos se era duro ou não, atirávamo-nos às vias que gostávamos, as que mais nos enchiam o olho. Ainda nos divertimos lá numas vias bem boas ao pé da lagoa grande, mas falando baixinho ainda o medo estava dentro de mim.
O dia foi curto e lá voltamos para baixo para saborear o cabrales que tínhamos comprado os liofilizados (e lá vem a parte do VINHO) ainda do tal que a câmara de Tabuaço nos ofereceu, e lá ficamos deitados no chão perto da bosta e dos bichos da bosta a recordar o que passou… depois montamos tenda e fomos dormir o que não tínhamos dormido na noite anterior para podermos lá estar de mini-férias.

Decidimos que ficaríamos para o dia seguinte, a escola prometia.



Dia 2 – Levantamo-nos cedo (o teixinha deve ter pulgas na cama levanta-se com as galinhas) e fomos ao povo buscar pão água e tomar café. Tudo coreu muito bem encontramos o padeiro e comparamos um exemplar de cada pão, desde um volante enorme redondo até palitos compridos e muito tostados, a água nem é preciso falar existem fontes em cada esquina. A parte do café é mais bizarra um pouco, nada estava aberto, pois os espanhóis a noite é até tombar para o ladoe de manhã não se vê ninguém na rua. Lá nos indicaram um café.



O tasco era uma casa normal, mas tinham um balcão onde brincavam aos cafés. Imaginem uma casa com quarto, cama e a cozinha atrás de nós, mas tudo bem até chegar o café que sabia a aguardente, para quem queria apenas um café xiiiii. A parte do velhote por trás do balcão cuspir para a pia da loiça, é melhor nem falar, mas isso não influenciou nada na nossa opinião, as pessoas eram fantásticas, o serviço super relax e os produtos nem se fala…



Tudo listos lá fomos para a montanha escalar e tomar banhinhos nas lagoas. De manhã estava insuportável só o Sérgio se mandou a parede, uma via comprida muito linda cheia de silvas e musgo, ele gosta de aventura, mas aventura foi antes para lá chegarmos, agarrados a cordas podres cheias de bisgo a descer tipo rapel mas sem arnês nem qualquer tipo de segurança por cascatas abaixo, não foi nada radical, super tranquiiii.



Depois de tanta aventura decidimos que teríamos de parar porque o sol estava muito alto, continuamos a caminhada à volta do maciço, lá nos metemos nas típicas confusões ao ir por atalhos para chegarmos mais rapidamente até as lagoas. Enfim a miragem…







Depois de uns banhinhos e uns soninhos fomos para mais uma zona mesmo ao lado da lagoa. Não ficamos muito tempo, a aderência não nos motivava muito, o calor também não ajudava. Logo mais acima mais um sector fantástico onde fizemos bastantes vias, sempre sem croquis o que apimentava sempre mais um pouco a escalada.









De barriguinha cheia de vias encadeadas merecíamos um bife, mas não foi um bife foi a paelha congelada e aquecida, e umas cervejas bem fortes que nos colocaram logo ko’s.



No final do jantar seguimos para Candelário escusado será dizer que fui a dormir o caminho todo. Chegados ao bar do CUCO fomos copiar croquis para o dia seguinte, eu estava completamente perdida mas os abismados lá se entenderam no meio de tanto papelada. Fomos dormir ao pé da estância de esqui, foi uma noite dura, a tenda não estava bem, dormimos em cima de tufos de erva, foi um calvário.



Dia 3 – Depois de todos os rituais da manhã seguimos rumo ao Risco Gordo, foi uma carga de trabalhos para lá chegar, andarins havia lá 1, mas que soubesse onde se escalava nada. Curioso em 5 dias nunca encontramos ninguém a escalar (eu vou voltar a falar neste facto, não esquecer).





Continuando a nossa descida até ao sopé do tão esperado Risco Gordo, depois de alguma picadelas no mato montanhoso, de dores nos joelhos derivadas ao caminho íngreme, confirmamos que estávamos numa Serra da Estrela II só não tinha rotunda no cume, não estávamos mal, mas estávamos bastante longe. O dia seria longo, voltamos a aderência, aiiiiiiiiiii os gémeos.







Começamos pela desportiva para adaptar ao ambiente medroso que aquela envolvente nos transmitia. Depois da desportex ainda fomos a duas vias de clássica. O Sérgio abriu uma e o joni outra, muito bom ambiente, mas com galinhas sempre a sobrevoar à espera de alguma falha técnica.














Comemos o nosso volante de pão.



Fiados que tínhamos descoberto o trilho que nos levaria ao carro. Estávamos muito enganadinhos foi um calvário chegar até ao carro, desde mato denso, bicharada venenosa - e nós de calções, foi um sessão de acupunctura perfeita, desesperamos por completo. Não dava para querer fugir e começar a correr, cada vez que tentávamos andar mais rápido magoávamo-nos mais.



Chegados ao parque de estacionamento já não podíamos com a alma, encontramos uma jovem a tentar aprender a conduzir, foi o que salvou o fim de tarde, pois as proezas dela eram inacreditáveis, desde marcha a todo gás, não sei bem onde ela poderia aplicar tal manobra no dia a dia, mas vai se lá ver.

Esta noite fomos passar ao parque de campismo, veio mesmo a calhar tomar um banhinho e tratar das pernas que mais pareciam um mapa de estradas de tantos arranhões que tinham. Fomos à procura de um tasco para comer estávamos perdidos de fome, depois de algumas recusas lá conseguimos comer, calamares, camarões fritos com alho, cerveja, bife e uma big salada.
A vila de Candelário é fantástica, estávamos deliciados, as casas com varandas e varandinhas, o ante-pórtico típico e flores…vejam…



Depois de comer bem e beber bem ainda fomos ao bar do CUCO que bombava todas as noitas até altas horas da madrugada. Copiamos croquis mas o possível CUCO aconselhou-nos a ir para os Canalizos, sector principal. Era difícil comunicar naquele bar, a nossa passagem por lá pareceu um pouco suspeita, copiávamos croquis enquanto bebíamos uma e depois de pernas bergadas lá íamos embora.

Dia 4 – No dia seguinte mais um trek de aproximação aos tais Canalizos, o CUCO tinha dito 15 minutos de caminho, já iam longe os 15 minutos e nada, só víamos uns andarinis lá ao longe.





Chegados ao pé deles perguntamos se tinham visto rocha, ninguém tinha visto nada, ninguém sabia de nada, ninguém escalava naquela terra… começamos a derivar para o lado e lá avistamos as vias. Começamos muito bem, limpamos várias vias num primeiro sector que encontramos.







Ok, acho que chegou a hora de falar de uma coisa que tanto me indignou todas as férias. A maior parte das vias a meu ver estavam mal equipadas, passo a explicar porque. Para além da primeira chapa estar relativamente alta a segunda estava sempre tão distante da primeira que se caíssemos antes de chapar a 2º passaríamos do chão para baixo aí uns 3 metros, daí aquela constatação de que nunca vimos ninguém a escalar por aquelas bandas, cheira-me que se passa por lá muito medo, à frente…

Depois dirigimo-nos ao sector central onde poderíamos nem ter ido, começamos logo com um rapel precipitado no abismo, a rocha era negra e o ambiente intimidador, tudo escorria água e a dureza precipitava-se, o Sérgio sacou uma e eu fui dar-lhe uma topalhada, mas a dureza da via era evidente… Lá seguimos caminho embora por um trilho muito bóonito.











Mais uns banhinhos quentinhos e depois fomos fazer o percurso pelos bares a beber tubos (cerveja) e no final comemos no clube de idosos, e comeu-se muito e bem, não poderia ter faltado os calamares e todos os fritos típicos, desta vez é que andava-mos de pernas bergadas, foi a desgraça.



Dia 5 – Para o último dia guardamos uma escola que já estava a caminho de casa, na saída de Bejar, mas a escola estava abandonada e plaquetes só no meio do mato, mas nada de pânico, pensamos logo num programa alternativo, bora tomar banhinhos lá numas lagoas já a caminho de casa, Seguimos rumo a Los Pilones, fizemos o trilho em género de desportistas verdadeiros e logo que vimos as marmitas de gigante cheiinhas de água limpida, pumba lá para dentro que era mesmo isto que estávamos a precisar.





Fizemos um desporto novo, metade connioning metade aquaparque.

Depois dos banhinhos temos de comer, acabamos em Placencia na Plaza Mayor no bem bom. Mais calamares, o arroz de frango e a sopa de feijão verde era uma miragem.

Como não podia deixar de ser ainda vinham ensarilhadas, esquecemos de meter gasolina e as bombas fecham às 23 em Espanha, por um triz apanhamos uma aberta, mas logo que entramos vimos o portão a fechar-se. Já nos safamos.



Adeus férias, até para o ano.