terça-feira, setembro 17, 2013

the dance of death

Os 3 abismados juntos de novo. Para celebrar:



by Peter Greenaway 

terça-feira, setembro 10, 2013

quarta-feira, maio 15, 2013

Alexei Bolotov (1963-2013)


"Las montañas por sí mismas no significan nada, son sólo piedras y hielo. Quien les da vida es el ser humano al subirlas y hablar de ellas; al vivirlas les da entidad. No podría decir que el montañismo en sí es un deporte, porque aquí no hay mejores o peores. Esto no son los juegos olímpicos donde uno es más rápido por tres segundos o porque ha saltado dos centímetros más. Aquí lo importante es que cada uno sea consciente de los límites de su cuerpo. Además, la fama que consigues con el deporte, para el alpinista no significa nada. Eso que llaman ‘gloria’ para el alpinista no existe. Esto no es fútbol o tenis. No da dinero. Por eso no vamos ahí arriba en busca de éxito, vamos porque es lo que nos da vida." Alexei Bolotov (1963-2013)

quinta-feira, abril 11, 2013

Bloco'Bico



Depois das abundantes chuvas, podemos finalmente voltar a dar umas palmadinhas nas pedras.

No Sábado passado fomos a este bosque


Apertar em regletes,

e deixar algum sangreee



segunda-feira, abril 08, 2013

La plus belle falaise du monde em crescimento - o possível Mito Alentejano

Cratera com mais de uma centena de metros de profundidade, por 20 metros de largura e 40 de comprimento.

Ver noticia no Jornal Público

Duas "crateras" no Porto da Espada

Duas grandes crateras, uma delas enorme, abriram sexta-feira ao final da tarde em terrenos junto à aldeia de Porto da Espada, na freguesia de S. Salvador da Aramenha - Marvão.

Ora mais de 100 metros dá para pelo menos 3 largos... hummm. Deixa chover, deixa chover.





quarta-feira, fevereiro 20, 2013

2012-10-20 baptismo na Meadinha

O trabalho, a chuva, o trail, a troika e mais uma série de distrações inúteis têm-nos afastado do essencial: a nossa amada Meadinha em particular, e da escalada em rocha no geral. Tirando uma ou outra chapadinha em pequenos calhaus, têm-se escalado pouco na natureza.

Em jeito de saudosismo português, colocamos aqui algumas imagens de um baptismo no Outono passado.
Uma primeira vez na meadinha, na minha opinião, é uma experiência que poderá ser determinante, para o bem e para o mal. Lendas e mitos não faltam.

Ao Luís Miguel calhou o 1º Largo da "S", um dos largos mais fáceis, mas ao mesmo tempo um dos mais bonitos. E logo de seguida o 1º e 2º da via "Meadinha", pelo estilo algo diferente do habitual.
Feitos estes fomos ao 1º, 2º e 3º da "Caravela Roxa". Feitas as contas foram 6 largos de escalada mega estética, sem grandes dificuldades técnicas.










um dia!

terça-feira, dezembro 11, 2012

Férias III - Pidal Cainejo

Corria o dia 23 de Agosto do ano de 2012.
Acordamos cedo, e depois de cumprimentar o sol,  começamos o dia com o habitual pequeno almoço reforçado. De seguida preparamos a quinquilharia, a malta da tenda ao lado, que arrumava também as coisas, reparou que os nossos arrumos eram diferentes.
- Vão escalar?!
- Vamos.
E fomos, depois das despedidas. Eles iam partir para uma aventura mediterrânica, com barcos, highlines e outras cenas maradas.
Novamente o canal de la celada. Novamente a aproximação à parede Este.
Subimos à direita do caracteristico "Y" da "Cepeda", destrepamos um pouco até ver o caminho, por umas placas horizontais, até à gruta da primeira reunião.
Naquele dia estavam dois loucos a dar nós nas cordas no nicho da R1.
- Hummm! A pidal com abrasados por cima?! J'amais.  - mas um começa uma travessia em nossa direcção.
- Ei campiónes. Ides subir ou Bá'rrar! - gritei eu em portunhol.
- EIAAARRRH!? - guinchou um deles, e eu comentei com a Natália.
- Eles baixam.
- Percebeste o que ele disse?!
- Não. Mas aquele guincho, é o som do miolo a estorricar.

Começamos a subir em direcção ao tal Nicho, cruzei-me com o sujeito que olhou para mim, com olhos esbugalhados. Eles lá desceram. E nós reunimos no nicho. Naquele dia a parede estava deserta, quase toda a gente tinha descido, culpa das previsões meteorológicas.  Que davam nuvens escuras, e para a tarde, talvez chuva, talvez garnizos e quiça tormenta eléctrica, daquelas em que se houve o zumbido das abelhas.

Nós tínhamos lido o relato de Dom Pedro, e sabíamos que eles tinham subido e destrepado aquele itinerário em poucas horas.
A llambrialina
Saí do nicho pela famosa llambrialina, e depois de um "S" estava de novo na reunião. De onde pudemos sair a caminhar, baixar um pouco e caminhar aí uns 100 metros, em direcção ao ombro norte. Aqui o maior perigo é mandar pedras para quem passa no canal de la celada. Pode-se fazer desencordados, mas nós optámos por passar esta travessia com cuidadinho e em ensamble.

O inicio da 2ª parte da via, em direcção à grande e evidente chaminé, já é de escalada autêntica, fácil mas escalada. São cerca de 60 metros bastante verticais de quinto grau mantenido, com muitos pitons a indicar o caminho (em linha recta). Neste largo as nuvens ficaram mais escuras, o vento assobiava alto e para apimentar a coisa, andava um helicóptero a fazer a ronda e a impossibilitar a comunicação.
Por cima ficava o famoso passo da pança da burra. Eu emocionado, ia comentando com a Natália, passagens do relato de Dom Pedro Pidal sobre a primeira ascensão ao Picu. Talvez uns metros antes da dita panza a Natália diz-me mais ou menos assim (fica melhor na História):
- Sérgio, não quero saber mais da Loucura de um aristocrata (que não queria nenhum gringo no cume virgem dos seus Picos de Europa) e de um pastor, de Cainejos nem de Marqueses, que subiram em 5 de Agosto de 1904, amarrados um ao outro por uma corda de cânhamo (comprada em Londres para o efeito), sem pontos intermédios, e sem conhecer sequer a técnica de rapel. Um descalço outro de alpargatas (compradas em Madrid para o efeito). Não quero que voltes a contar do passo de ombros que fizeram na pansa da burra. Da garrafa de vinho que levavam.. Não quero também que repitas que destreparam por aqui em iguais condições a murmurar, Diós mio, Diós mio, como subi io por aqui. Foram uns bravos do C%#"%&&% conquistaram pela primeira vez e essas tangas todas. Agora estou aqui eu e tu, mais ninguém! o tempo está a ficar feio pra caraças, vem aí a tempestade. O Helicopeter não se cala. Ainda faltam praí 400 metros. E se tu não te calas com essa história... já estou agoniar! Já percebi a lição de humildade, já tenho a minha dose...

A panza da burra.

Mas a cada passo lembrava aqueles fantásticos e verdadeiros Homens, daqueles que não largam nunca uma presa, completamente apaixonados pela montanha. O passo da panza da burra não é tão difícil como o pintam (Certo que com cordas duplas [das de marca], friends xpto, entaladores, pés de gato coloridos, etc. etc.). 

 A 2ª panza
Mais uma largo ainda com outra pansita, e grito para a Natália. Vou sair em ensamble. E foram aí uns 150 ou 200 metros que o único cuidado era não mandar pedras para o abismo. Os 60 metros de corda esticada, não é o melhor para esta técnica, que pesam, e puxam para trás desequilibrando. De quando em vez ouvia um "- Espera!" ou "- Podes Seguir!", a Natália ia recolhendo os poucos pontos intermédios que fui colocando. 
No cume o vento cortava, e as vistas eram para grandes amontoados de nuvens, era hora de descer de novo para o buraco. 

O conforto do cabrales, ao abrigo da chuva.
Dormimos ainda mais uma noite ao pé do mastodonte calcário, o dia seguinte era de descida.

O dia acordou sem chuva, apenas com algumas nuvens altas e uma brisa mais calma. Aliás o primeiro dia desde que chegamos, em que o vento acalmou um pouco.
As vistas durante a descida.
Arrumar a tralha e a recuperar forças num banho quente no campismo turista.
O resto das férias seriam praia, museus e outras aventuras menos rochosas.
Depois de um dia de descanso rumamos pela costa, parando em algumas praias até ao país basco.
A dormida em Bilbao, era hora das regletes mitradas das molduras de museu.
Dormida algures por Sopelana, uma praia naturista muito porreira. 
Depois de uns mergulhos de sol e banhos de mar, regressamos pela costa para dormir no desfiladeiro de la hermida.
Consulta de croquis desportiveiros no bar da pousada la cuadrona. Consulta de internet, e o trabalho a chamar-nos à base.
Ainda fizemos umas vias de chapas só para gastar as unhas.
O Cueto Agero, que ficará para uma próxima.
Passagem por Potes e bora para paragens mais graníticas das terras lusas. Calcário é bom, mas muito só com Calgon! Eu gosto é do Radão!