terça-feira, abril 22, 2014

Faro de Budiño, 12-04-2014

O granito de Budiño, vizinho da Meadinha apresenta quase a mesma composição, mas sem a presença  do famigerado coelhi'tropo. Há muitos dias sem visitar o coelho, sem injectar radão e sem sequer atar uma corda, achamos que Faro de Budiño poderia ser uma forma mais fácil de reaproximação do nosso amado santuário de granito.

Aproveitando o convite do MC, fomos conhecer a famosa fraga. Eu já lá tinha estado em pequenino, mas não me recordo de quase nada, a não ser que me tiveram que ir à via tirar o material...

Apesar de clássica, optamos por escalar primeiros largos, com corda simples e gri-gri. Todo um luxo a 2 minutos do carro.
Aquecemos na cruxigrama.

De seguida fomos à "Paxarinha"

Depois à famosa "Pinos"


Fugindo do calor fomos com o Ricardo para uma pedreira fazer desportiva à sombra.













sábado, fevereiro 15, 2014

Abismo Reunido

Nem só de escalada vive o Abismo! E em dias de chuva inventa-se pretextos para abraçar amigos, cortar o chouriço e abrir o vinho...

Desta é o Trail do Jesuíta!

E aqui está a foto do briefing...


terça-feira, fevereiro 11, 2014

Daniela Teixeira e Paulo Roxo nomeados para o Piolet D'oro.



Grande notícia:

Daniela Teixeira e Paulo Roxo nomeados para o Piolet de Ouro. Um prémio de grande prestígio, uma espécie de oscar do alpinismo a nível mundial. 

Muitos parabéns! Pelo reconhecimento à muito merecido. Pelo apetite pelo desafio e fome insaciável de aventura.

Kapura (6,544m), not to summit

First ascent of the southwest ridge by Portuguese Paulo Roxo and Daniela Teixeira. Approaching via the Nangma Valley they made two bivouacs, one on the ascent and one on the descent, naming their route Never Ending Dreams (1,300m, M4 70°). They reached a small sub-summit of at least 6,350m at the end of the southwest ridge of Kapura South Peak.


https://www.thebmc.co.uk/rare-portuguese-first-ascent-in-pakistan-karakoram

Detalhes sobre esta grande aventura em:
http://rppd.blogspot.pt/

Que o Abismo esteja sempre por baixo dos vossos pés!

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Recordações em época molhada

Apesar do apanágio, que na meadinha se escala: "chovendo, nevando e fazendo muito calor..."
Com medo da chuva não temos ido lá.

Resta-nos no conforto da lareira imaginada, basculhar no baú digital, velhos arquivos de fotos empoeiradas.

Esta pasta é de Setembro de 2013.

Depois de muitos meses separados,  poderíamos ser quem nós somos de verdade… ensarilhas unidos + companhia mitra. O grande Joni tinha prometido chegar ainda na quinta, e assim aconteceu, chegou na super máquina ao reino de terras acima do Douro.

 Os planos para 3 dias era, fazer por DIA:
-  um trail à volta do maciço da meadinha, antes do pequeno almoço;
- 7 vias na meadinha durante o dia;
- um canyoning ao fim da tarde;
- jantar descontraidamente ao fim do dia, comida confeccionada por nós.

Começamos mal! para sair de casa demoramos a manhã inteira e metade da tarde, a sexta já ia de vela, para compensar o atraso no programa das festas decidimos dar um mergulho lá para o lado do Soajo e no final uma bruta de uma espetada que 3 dias depois ainda fazíamos muuuuuuuuuuuuuuuuuu…….. Tudo arranjadinho seguimos rumo ao santuário granítico. MEADINHA4FEBRE.
No meio de infinitas possibilidades decidimos ir com o nosso abismado à "Caravela Roxa", aos três primeiros largos, fáceis e dá para disfrutar.








O MC e O Nelson Cunha, iam à via do Alvarinho prometido. Na descida escovei, uma antiga fissura. Já tinhamos visto em tempos, um velho pitom enferrujado. Fizemos essa fissura, ligamos com a "esperança" e saímos pela chaminé da "toma lá bolachas", que ainda não tínhamos como autocolante na caderneta! Uma chaminé espetacular! Reunimo-nos todos no topo. O canyoning ficaria para o dia seguinte.













Daquele tempo o calor abundava. E no dia seguinte, depois de um brunch quitado, fomos refrescar-nos um pouco! Ó tempo volta para o SOL.




segunda-feira, outubro 14, 2013

Encontro o Pastor chamuscado

Sábado dia 12-10-2010.
Rumamos à nossa serrinha, onde já não íamos desde à muito tempo. A convite do Sérgio Duarte e companhia, que nos esperava ao pé da lagoa comprida.
Pouco depois, a cerca de 5 minutos do carro, demos com um sector com fissuras à la carte.
Cerca de 20 vias de auto-proteção, a maioria com topes equipados, o que aliado ao entorno e à aproximação curta, fazem este sector muito apetecível e confortável, e certamente será bastante frequentado.

É de salientar o excelente trabalho de abertura e limpeza realizado, as linhas estão impecáveis, foram abertas de baixo e não existem pontos fixos, o que fazem uma ou outra via mais "apimentada". Mas a grande maioria são de fácil e abundante proteção.

O Ambiente no encontro estava bastante animado, quando chegamos encontramos várias cordadas penduradas e aproveitamos para cumprimentar malta que já não víamos há bastante tempo.

Começamos pela via: "Pé de Cabra", que é um diedro com duas fissuras "contra-viradas", o que permite uma escalada algo diferente e bastante interessante.


 De seguida fomos à via "Ovelha Choné", que é uma placa tombada, com uma série de fissuras diagonais.


foto: Sérgio Duarte


foto: Sérgio Duarte

Nesta via que achei espetacular reparei numa linha imediatamente à direita, que apresentava uma estrutura parecida, uma série de fissuras entremeadas com placa. Com a ideia de uma ascensão rápida e em libre, atiramos-nos a esta linha, que não sei se por ser demasiado "entremeada" de placas, se por ter as fissuras ainda com terra, não saiu muito rápido nem em livre. "O pastor desassossegadamente carbonizado" está lá para a primeira ascensão em libre.




De seguida encordei com o Alcino e fomos à "Tí Luis", talvez a melhor via do sector,  uma fissura que permite uma proteção fácil, mas que a escalda se faz por uma série de reglêtes e pequenas prateleirinhas horizontais, que apesar de suavemente extraprumada, permite nalguns momentos descansos completos. De seguida novamente com a Natália fomos provar o diedro  "em busca do tesouro perdido".






foto: Pedro Santos

As nuvens com partículas aquosas em suspensão já teimavam em permanecer àquela cota. E apesar de não estar propriamente a chover estava tudo bastante húmido, e com um frio que não estamos habituados. Já com o sol posto mais uma excelente via, costas no chão ou "Unha nos dentes", uma entrada com um passito de bloco e mais uma fissura espetacular até ao top.

Cansados mas não consolados, porque várias linhas com muito bom aspecto ficaram por provar, regressamos à estrada para ir jantar à praia fluvial mais alta do pais, o "vale do rossim", onde dormimos.




No Domingo, depois de um pequeno almoço reforçado voltamos à carga. O sector estava bem mais deserto, talvez devido à ameaça de chuva. Aquecemos motores na: "Aquece-mos", uma via que desiludiu em relação à qualidade das outras, esta apresenta um granito tipo broa de milho que se esfarela um pouco e é bastante irregular. Depois vendo melhor o croqui constatamos que seguimos por uns blocos à direita que já não faziam parte da via. Não poderíamos deixar de ensarilhar um pouco. 
Com bastante húmidade relativa, visibilidade zero e as paredes a ficar molhadas ainda fomos à "Sonhos", que é algo mantida e tem um final agridoce. Já cheios de reumatismo, moncos no nariz e húmidos até aos ossos,  fomos com o MC e o Filipe C. rumo a sul, e depois de um planalto cheio de sebastianismo messiânico demos com  uma pedra do urso soleada e bastante agradável, para a prática das "lapadas nas pedrinhas". 




Voltamos ao norte com a pele gasta  já de noite mas iluminados. Que boa é a vida no mato!



terça-feira, setembro 17, 2013

the dance of death

Os 3 abismados juntos de novo. Para celebrar:



by Peter Greenaway 

terça-feira, setembro 10, 2013

quarta-feira, maio 15, 2013

Alexei Bolotov (1963-2013)


"Las montañas por sí mismas no significan nada, son sólo piedras y hielo. Quien les da vida es el ser humano al subirlas y hablar de ellas; al vivirlas les da entidad. No podría decir que el montañismo en sí es un deporte, porque aquí no hay mejores o peores. Esto no son los juegos olímpicos donde uno es más rápido por tres segundos o porque ha saltado dos centímetros más. Aquí lo importante es que cada uno sea consciente de los límites de su cuerpo. Además, la fama que consigues con el deporte, para el alpinista no significa nada. Eso que llaman ‘gloria’ para el alpinista no existe. Esto no es fútbol o tenis. No da dinero. Por eso no vamos ahí arriba en busca de éxito, vamos porque es lo que nos da vida." Alexei Bolotov (1963-2013)