sexta-feira, agosto 24, 2007

RÔck TRIp

Dia 1 – Saímos de Portalegre rumo à Teixinha e iniciamos de imediato as ensarilhadas, previamos sair às 9 da manhã, saímos de Portugal já era quase meio dia. Com tudo previsto e programado, rotas do via mikelim, mapas, projectos, trajectos…o mundo à nossa frente.















Seguimos rumo a Solana de Avila no caminho só nos questionávamos acerca de um valor monetário que se “teria” de pagar para se passar no caminho que daria acesso ao paraíso. Na minha opinião esta coisa de pedir dinheiro a tugas é coisa difícil, se tivessem dito se queríamos contribuir para a construção de mais vias de escalada, hummmmm ainda nos parecia válido… mas tudo ficou em águas de bacalhau e ninguém pediu nada a ninguém e nós por lá habitamos dois dias, onde escalamos, chapinamos, comemos e bebemos…


O refúgio







No primeiro dia feito heróis, cheios de ganas atiramo-nos a umas placas de aderência, sem croquis, parecíamos três-marias de cu para o ar e palmas das mãos na rocha, parecia patinagem, o drama instalou-se, com tal rocha polida. Desanimados lá fomos mais para cima em busca de puxadores e vias mais acessíveis.











Sem croquis não sabiamos onde andávamos se era duro ou não, atirávamo-nos às vias que gostávamos, as que mais nos enchiam o olho. Ainda nos divertimos lá numas vias bem boas ao pé da lagoa grande, mas falando baixinho ainda o medo estava dentro de mim.
O dia foi curto e lá voltamos para baixo para saborear o cabrales que tínhamos comprado os liofilizados (e lá vem a parte do VINHO) ainda do tal que a câmara de Tabuaço nos ofereceu, e lá ficamos deitados no chão perto da bosta e dos bichos da bosta a recordar o que passou… depois montamos tenda e fomos dormir o que não tínhamos dormido na noite anterior para podermos lá estar de mini-férias.

Decidimos que ficaríamos para o dia seguinte, a escola prometia.



Dia 2 – Levantamo-nos cedo (o teixinha deve ter pulgas na cama levanta-se com as galinhas) e fomos ao povo buscar pão água e tomar café. Tudo coreu muito bem encontramos o padeiro e comparamos um exemplar de cada pão, desde um volante enorme redondo até palitos compridos e muito tostados, a água nem é preciso falar existem fontes em cada esquina. A parte do café é mais bizarra um pouco, nada estava aberto, pois os espanhóis a noite é até tombar para o ladoe de manhã não se vê ninguém na rua. Lá nos indicaram um café.



O tasco era uma casa normal, mas tinham um balcão onde brincavam aos cafés. Imaginem uma casa com quarto, cama e a cozinha atrás de nós, mas tudo bem até chegar o café que sabia a aguardente, para quem queria apenas um café xiiiii. A parte do velhote por trás do balcão cuspir para a pia da loiça, é melhor nem falar, mas isso não influenciou nada na nossa opinião, as pessoas eram fantásticas, o serviço super relax e os produtos nem se fala…



Tudo listos lá fomos para a montanha escalar e tomar banhinhos nas lagoas. De manhã estava insuportável só o Sérgio se mandou a parede, uma via comprida muito linda cheia de silvas e musgo, ele gosta de aventura, mas aventura foi antes para lá chegarmos, agarrados a cordas podres cheias de bisgo a descer tipo rapel mas sem arnês nem qualquer tipo de segurança por cascatas abaixo, não foi nada radical, super tranquiiii.



Depois de tanta aventura decidimos que teríamos de parar porque o sol estava muito alto, continuamos a caminhada à volta do maciço, lá nos metemos nas típicas confusões ao ir por atalhos para chegarmos mais rapidamente até as lagoas. Enfim a miragem…







Depois de uns banhinhos e uns soninhos fomos para mais uma zona mesmo ao lado da lagoa. Não ficamos muito tempo, a aderência não nos motivava muito, o calor também não ajudava. Logo mais acima mais um sector fantástico onde fizemos bastantes vias, sempre sem croquis o que apimentava sempre mais um pouco a escalada.









De barriguinha cheia de vias encadeadas merecíamos um bife, mas não foi um bife foi a paelha congelada e aquecida, e umas cervejas bem fortes que nos colocaram logo ko’s.



No final do jantar seguimos para Candelário escusado será dizer que fui a dormir o caminho todo. Chegados ao bar do CUCO fomos copiar croquis para o dia seguinte, eu estava completamente perdida mas os abismados lá se entenderam no meio de tanto papelada. Fomos dormir ao pé da estância de esqui, foi uma noite dura, a tenda não estava bem, dormimos em cima de tufos de erva, foi um calvário.



Dia 3 – Depois de todos os rituais da manhã seguimos rumo ao Risco Gordo, foi uma carga de trabalhos para lá chegar, andarins havia lá 1, mas que soubesse onde se escalava nada. Curioso em 5 dias nunca encontramos ninguém a escalar (eu vou voltar a falar neste facto, não esquecer).





Continuando a nossa descida até ao sopé do tão esperado Risco Gordo, depois de alguma picadelas no mato montanhoso, de dores nos joelhos derivadas ao caminho íngreme, confirmamos que estávamos numa Serra da Estrela II só não tinha rotunda no cume, não estávamos mal, mas estávamos bastante longe. O dia seria longo, voltamos a aderência, aiiiiiiiiiii os gémeos.







Começamos pela desportiva para adaptar ao ambiente medroso que aquela envolvente nos transmitia. Depois da desportex ainda fomos a duas vias de clássica. O Sérgio abriu uma e o joni outra, muito bom ambiente, mas com galinhas sempre a sobrevoar à espera de alguma falha técnica.














Comemos o nosso volante de pão.



Fiados que tínhamos descoberto o trilho que nos levaria ao carro. Estávamos muito enganadinhos foi um calvário chegar até ao carro, desde mato denso, bicharada venenosa - e nós de calções, foi um sessão de acupunctura perfeita, desesperamos por completo. Não dava para querer fugir e começar a correr, cada vez que tentávamos andar mais rápido magoávamo-nos mais.



Chegados ao parque de estacionamento já não podíamos com a alma, encontramos uma jovem a tentar aprender a conduzir, foi o que salvou o fim de tarde, pois as proezas dela eram inacreditáveis, desde marcha a todo gás, não sei bem onde ela poderia aplicar tal manobra no dia a dia, mas vai se lá ver.

Esta noite fomos passar ao parque de campismo, veio mesmo a calhar tomar um banhinho e tratar das pernas que mais pareciam um mapa de estradas de tantos arranhões que tinham. Fomos à procura de um tasco para comer estávamos perdidos de fome, depois de algumas recusas lá conseguimos comer, calamares, camarões fritos com alho, cerveja, bife e uma big salada.
A vila de Candelário é fantástica, estávamos deliciados, as casas com varandas e varandinhas, o ante-pórtico típico e flores…vejam…



Depois de comer bem e beber bem ainda fomos ao bar do CUCO que bombava todas as noitas até altas horas da madrugada. Copiamos croquis mas o possível CUCO aconselhou-nos a ir para os Canalizos, sector principal. Era difícil comunicar naquele bar, a nossa passagem por lá pareceu um pouco suspeita, copiávamos croquis enquanto bebíamos uma e depois de pernas bergadas lá íamos embora.

Dia 4 – No dia seguinte mais um trek de aproximação aos tais Canalizos, o CUCO tinha dito 15 minutos de caminho, já iam longe os 15 minutos e nada, só víamos uns andarinis lá ao longe.





Chegados ao pé deles perguntamos se tinham visto rocha, ninguém tinha visto nada, ninguém sabia de nada, ninguém escalava naquela terra… começamos a derivar para o lado e lá avistamos as vias. Começamos muito bem, limpamos várias vias num primeiro sector que encontramos.







Ok, acho que chegou a hora de falar de uma coisa que tanto me indignou todas as férias. A maior parte das vias a meu ver estavam mal equipadas, passo a explicar porque. Para além da primeira chapa estar relativamente alta a segunda estava sempre tão distante da primeira que se caíssemos antes de chapar a 2º passaríamos do chão para baixo aí uns 3 metros, daí aquela constatação de que nunca vimos ninguém a escalar por aquelas bandas, cheira-me que se passa por lá muito medo, à frente…

Depois dirigimo-nos ao sector central onde poderíamos nem ter ido, começamos logo com um rapel precipitado no abismo, a rocha era negra e o ambiente intimidador, tudo escorria água e a dureza precipitava-se, o Sérgio sacou uma e eu fui dar-lhe uma topalhada, mas a dureza da via era evidente… Lá seguimos caminho embora por um trilho muito bóonito.











Mais uns banhinhos quentinhos e depois fomos fazer o percurso pelos bares a beber tubos (cerveja) e no final comemos no clube de idosos, e comeu-se muito e bem, não poderia ter faltado os calamares e todos os fritos típicos, desta vez é que andava-mos de pernas bergadas, foi a desgraça.



Dia 5 – Para o último dia guardamos uma escola que já estava a caminho de casa, na saída de Bejar, mas a escola estava abandonada e plaquetes só no meio do mato, mas nada de pânico, pensamos logo num programa alternativo, bora tomar banhinhos lá numas lagoas já a caminho de casa, Seguimos rumo a Los Pilones, fizemos o trilho em género de desportistas verdadeiros e logo que vimos as marmitas de gigante cheiinhas de água limpida, pumba lá para dentro que era mesmo isto que estávamos a precisar.





Fizemos um desporto novo, metade connioning metade aquaparque.

Depois dos banhinhos temos de comer, acabamos em Placencia na Plaza Mayor no bem bom. Mais calamares, o arroz de frango e a sopa de feijão verde era uma miragem.

Como não podia deixar de ser ainda vinham ensarilhadas, esquecemos de meter gasolina e as bombas fecham às 23 em Espanha, por um triz apanhamos uma aberta, mas logo que entramos vimos o portão a fechar-se. Já nos safamos.



Adeus férias, até para o ano.

terça-feira, agosto 07, 2007

O abismo na "Rota dos Vinhos"

Depois do mítico encontro de escalada em Tabua d'aço com prova de vinhos, pensamos que não poderiamos descer de nível e deveriamos continuar na "Rota dos Vinhos".

Desta vez fomos para Figueiró dos Vinhos, ficamos só pelo nome, mas assim estavamos mais familiarizados...

A caminho do norte para passar um fim de semana em família decidimos para e fazer o gosto ao dedo.

O percurso foi:



Refrescar-nos porque a temperatura ainda ia alta.



Escalamos a via "Bluemoon in S.Simão", muito bom ambiente, a via é fantástica e a vista é linda. Voltaremos para fazer as outras duas, mas o sítio promete...

domingo, julho 29, 2007

Os tugas estão fortes

Parabéns Kimie


(foto by jandiro)

A kimie passou a fazer parte do restrito clube dos oitogradistas.

Parabéns João Garcia



O João Garcia alcançou o cume do K2, só faltam 5.

terça-feira, julho 17, 2007

Tabua d'aço vs Penedo No



Bem explicar como foi uma prova de vinhos com umas vias de escalada pelo meio vai ser difícil.

Resumindo o que foi este encontro: vinho, vinho, vinho, amizade e mais vinho...

Na sexta seguimos rumo a Penedo No, depois de chegar à terra prometida tivemos de ir para Tábua d'aço pela montanha russa mais ilariante que já andei, curva a direita, contra curva a esquerda, loop invertido, cuidado abismooooooooo.......

Chegamos e já estava a tropa toda... no bar da terra "do vinho".

No sábado de manhã ainda pela fresca da manhã fomos escalar, belas vias compridinhas e muito medinho... Depressa o sol se ergeu e não deu pa escalar mais, começamos literalmente a destilar. Lá fomos nós para a melhor parte do encontro a Prova de vinhos...


A irmandade da Topalhada, o representante da junta e a Marta (dona da quinta)

E depois... bem foi provar, provar, provar mas nunca mais tava provado e então fomos provando sempre... vinho da "Quinta não escales" upssss. "Quinta daqui sais torto", ok vou dizer o nome verdadeiro “Quinta do Passa Frio” mas havia ainda vinho do Porto... xiiiii descalabre total...



A Cati a nossa aniversariante... (de copo na mão)




Depois veio a hora de ir refrescar as ideias no rio junto do mosteiro de S. Pedro das Águias.


O psicobloc

Mas ainda estavamos na fase 2, depois de um banhinho quente no polidesportivo fomos para a fase 3, o restaurante Tábua d'aço, aí recomeçamos a prova de vinhos mas agora acompanhada do jantar. Tivemos direito a uma prenda de recordação do evento, adivinhem o que foi???? Uma garrafa de vinho da adega cooperaiva de Tabua d'aço,,,ahhhhhh não sei como é que esta gente ainda é de aço com tanto vinho, deviam era ser tábua mole

A entrega das prendas no jantar.




A prova foi no bar "Quelha Funda", mais uma bebida a à
borla, caipirinhas a 2€, umas blocages nas janelas de uma velhota. Lançamentos a uma mão para a varanda (o copo estava na outra).

E as tantas fomos para o polidesportivo tentar dar descanso ao figado.
Ainda deu tempo para jogar ao "lobo" com os "na vertical", enquanto outros tentavam dormir.

Cedinho fomos lavar o corpo e basamos de mansinho por entre as vinhas... até breve.











Quem tem o cromo 24 da abelha maia??

terça-feira, julho 10, 2007

Dêem-lhe colinho


O abismado está de parabéns.

"Fala-nos da Amizade."

E ele respondeu, dizendo:

"Vosso amigo, é a satisfação de vossas necessidades (na segurança, hiiiiii).Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento.
E vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca da paz. (na teixinha come-se bem e é bem sossegado)

Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temeis o "não" de vossa própria opinião, nem prendeis o sim.

E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração,
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças, nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.

Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais
Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência,
Como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.

E que não haja outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito,
pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação de seu próprio mistério não é o amor, mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.

E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo.

Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré, que conheça também o seu refluxo
pois que achais seja vosso amigo para que o procureis somente a fim de matar o tempo?

Procurai-o sempre com horas para viver. (muitas tardes para escalar, não e não com uma horita para dar um tirinho)
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade, e não vosso vazio.

E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.

Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado."

(Khalil Gibran)

quarta-feira, junho 20, 2007

THE WHITE ABISS never stop trouble making

Existem rumores de que os alpinistas presentes no basecamp 1 do K2 (kadós) apenas dispoem de 1 min de internet por dia, deste minuto gastam 15 segundos a consultar previsões meteorologicas, gastando o restante a consultar o abismo branco.

Lá está,o estatuto dá-nos fama....

terça-feira, junho 19, 2007

Parabéns para nós


Obrigado a todos a aqueles que já viram o abismo...

As previsões para o seu dia!



Peixes

Você tem um dia óptimo hoje para introduzir o abismo no seu dia a dia, no seu estilo de vida.

A saúde requer limites abismicos a serem respeitados e essa é a mensagem do bidente Zéza, que há tempos vem dizendo isso.

A Lua passa por ali hoje, acentuando a importância de se cuidar quando está perto do abismo, de se acolher e de escutar o temível zumbido de abelhas.


Todas as semanas não perca a previsões do bidente Zéza.

quinta-feira, junho 14, 2007

peniche



Taia à frente


Daniela e Roxo abrir uma nova via



MCunha àmarelar


puxa!


Zé


JANTA

Dia 2

Larau abrir uma nova via "Bandeira a meia aste" (Parabéns Larau)



não se assustem não é desportiva.


as checas


Ema e Grillo


canis escalatus




ai o medo




os encantos do corno



ver mais em: rppd

putos das marcas