segunda-feira, julho 26, 2010

A rapaziada na entre-Meadinha a assar nas brassas

Permanecia à longas semanas no limbo da linha de terra.
Foi no II encontro de escaladores da Peneda, que voltei a embriagar-me com o delicioso cheiro do granito.

Encontro que é já uma referência no que toca a passar calor, fritar pés e passar sede. Como não poderia deixar de ser foi um encontro muito quente.

Chegamos por volta das 9h à base da mole gra-mítica.





Estavam praí 2 cordadas na parede. Tínhamos ouvido boatos que o encontro iria ser uma espécie de circo no qual, seria preciso tirar bilhete para entrar no espectáculo, permanecendo longos períodos em filas intermináveis. Não foi assim, mas no que toca às profecias de calor, estavam todas certas e cotadas por baixo.
















O Nuno e o Emanuel começaram na "K.K." eu e o Sérgio Duarte na "Autopista".
Juntamo-nos na segunda reunião e continuamos juntos pelo 3º largo da "K.K.", sempre procurando reuniões à sombra.



Para isso tivemos que ignorar chapas brilhantes com argolas de inox instalado. As árvores que fomos encontrando, para além da desejada sombra aparentavam pela casca ser velhas anciãs com vários kilonewtons de resistência. Fissuras abundantes também satisfaziam o desejo de compressão das várias medidas disponíveis.
















Entramos num buraco.





Saímos junto da famosa "botella de recuerdos" que para mim foi uma desilusão.

Pensava que seria uma jóia de cristal, e era uma lata de salsichas dos anos 70, lixo que alguém se esqueceu de carregar. Para além disso não tinha mensagens. Logo eu que gosto de ler os relatos +/- sofridos de aventureiros anónimos.





Durante esta subida passaram cruzantes, a correr em ensemble uma cordada. Eu estava muito feliz e convencido por ter feito 3 ou 4 largos. Perguntei quantos largos tinham e o espanholito disse: "Nove vias."

9 vias?! mas ainda num era meio-dia... a coisa prometia.





Um largo que desconhecia, lá para os extremos orientais (ou suis)
da parede. Muito giro.






Aqueles escaladores de fundo impressionaram-me tanto, que acabamos rapidamente a escalada. Decidimos descer por trás para ir refrescar as ideias na água cristalina.




Depois da banhoca e mais fresquinhos ainda fomos ensarilhar um pouco mais. O Nuno e o Emanuel foram aos dois primeiros largos da "escaleras" e eu e o Sérgio fomos ao primeiro largo da "tia mucha", que a meio murchei e custou-me mucha pele, suor e algum sangre. ...estava muito calor! Felizmente esta fissura permanece limpa de material fixo e é um regalo para os que sentem prazer em estar entalados.


Sobre duas cordadas mais renhidas numa espécie de maratona que estava a decorrer, alguém nos dizia que por aquela altura já tinham escalado mais de 2000 metros (cerca de 14 vias).

Tive pena de não ficar para a distribuição de presentes. Contei mais de 30 sacas cheios de prendinhas para os participantes e só tinha visto praí uma dúzia de escaladores. Com sorte trazia 2 ou 3 sacas para casa.


Mas estava muito calor... e tivemos que vir embora.






Peneda o melhor granito americano de uma parede espanhola em terras portuguesas.

Fotos: Nuno, Sérgio e Zérzio

3 Comments:

Blogger teixas said...

cavaram um tunel para chegar ao cume?? mas pensam que estão no cerro torre ou quê????

4:47 da tarde  
Anonymous Chinelo de Meter o Dedo said...

Está potente, mas faltou referires o petate que por promessa* tiveste que carregar, assim como publicar a foto do "GabrielSá o Pensador".

Foi a nossa primeira experiência como casal, não correu mal, vamos ver o que o futuro nos reserva!

(Prometo à nossa Srª da Peneda que se a Natália me deixar ir ao encontro, carregarei a mochila do SD por muito pesada e incómoda que esteja!)

Sergio Duarte

6:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A Meadinha... sempre a "abrazar"!

Muita bem!

Abreijos.

Paulo Roxo

7:22 da tarde  

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