terça-feira, abril 07, 2015

MC+ - adj. | s. m. [ême cê plus]

Sábado 21 de Março.






1º largo da "escaleras al cielo"


Depois de uma revisita ao primeiro e segundo largo das "escaleras ao cielo", consigo unanimidade em atravessar pela "Merlin", para a desconfortável reunião da "Directa a los techos". Numa frase trés vias!




João e Rodas que entretanto chegaram










2º largo da "escaleras al cielo"










Rodas na "cuellitropo"

A "Merlin" está mais suja do que o rabo de um iniciante na meadinha. Aliás quase todas as vias precisam da limpeza da Páscoa. O MC disse-me, enquanto tentava colocar o primeiro friend, que um amigo nosso  tinha voado 4 metros nesta via, fui muito mais motivado.




Zeza no início da "Merlin"



Começa com uma fissurinha muito boa para os dedos da Lynn Hill, que felizmente alarga pouco depois, para o camalote 0,5. Muito mantida e larga é preciso ir aguentando.





A faltar 3 ou 4 metros para o final não aguentei mais... Um terrão mais solto abateu-se-me debaixo do pé e voei 2 ou 3 metros. Fiquei bastante chateado e barafustei com o MC, se ele não poderia ter dado mais corda, já que não saquei a via, poderia pelo menos ter voado mais!


Damião de Góis de Espanha

Passando por esta emoção e chegando à tortura da reunião, vêm a Natália e o MC que queria dar mais um pegue ao tecto... Não conhecemos nenhuma escalada em livre a este largo e no croqui estava como A1.








Um primeiro tiro para relembrar os passos. Um regresso à reunião, com uma trinca numa substância energética, dessas que se usa nas provas de trail running e por isso ainda não estão sujeitas a controlo anti dopping. E na segunda tentativa ZÁS.  Primeiro com serenidade na parte mais lisa, depois com grunhidos entremeados com patinadela.  Diz apenas: un sueño hecho realidad!
O que figurava no croqui de A1 passa a MC+. Um novo grau na escala nacional! Aparentemente fácil para quem vê de fora (o + é quando parece muito fácil), e possivelmente dura como cornos para quem a faz.

Para reduzir a energia acumulada da tal substância, fomos a uma via que estava ali mais à mão, a "corre caminhos".

Um espanhol que andava por lá, disse algo sobre alguém ou alguma coisa mais acima... Pensei que seria o Rodas e o João que andavam pela zona da "queles". Disse-lhe:
- hãaa.. são meus amigos.
- ?Son teus amigos? diles que metam un palo pelo culo....
- hãaa...?! -  o que fizeram eles pensei. Será que estão a ignorar as chapas? pouco depois percebi que afinal ele estava a falar da malta que anda a meter uns tubos. Dizia ele que estão a F#$"%& aquilo tudo...















Na via seguiram a cordada João e Rodas, sem palo e sem rabo entre as pernas, ou seja com grande pinta. O Rodas no passo da crevasse deu-se ao luxo de saltar a pés juntos, as suas enormes bolas parece que não lhe pesam. Com a garra que lhe vi no olhar, creio que se não fosse a corda teria dado uma pirueta. Há malta imune aos carrachos do coelhinho!




Descemos contentes e fomos ver o lobo embalsamado e comer posta à mirandesa para recuperar a pele.



Domingo 22 de Março
Foge daqui e foge dali.

Eu e a Natália procurámos uma alternativa, nem muito dura nem muito quente, para fazer metros e relembrar o manejo das cordas. Optamos por um misto de largos a que chamamos "foge daqui, foge dali" mas mais uma vez está tudo bastante sujo. Quer na autopista quer na K.K. já abundam as silvas.


















O MC juntava-se ao João e ao Rodas e foram para os lados da "mutantes".






Tendo o MC faturado mais uma vez com uma dose de "carrachos corrosivos".

















3 Comments:

Blogger Marco Inácio said...

Muito bom.

9:31 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Créditos partilhados também com o Bruno, com quem num final de tarde e início de noite de 2012, em vésperas de “Dia de Ramos”, iniciamos a limpeza do grão e capinhas de rocha soltas, que pareciam oferecer estrutura para a realização do respectivo largo em “livre”. Onde já a luz de frontal resolvemos isoladamente quase a totalidade dos passos. Ao Cardinal e ao Sesa, por terem queimados os rins pendurados na reunião, à Natália pela paciência demonstrada para aguardar um largo abaixo, tempo mais que suficiente para pensar demasiado na vida.
E claro aos verdadeiros, aos escaladores que abriram esta linha (“de Baixo”) e que ainda nos dias de hoje continuam a fazer sonhar gerações de escaladores.

Ps: é claro que o facto de o largo estar reequipado (trabalho realizado nos últimos anos pelos locais) também foi uma grande ajuda ;)

E= mc2 ;)

10:43 da tarde  
Blogger taia said...

Parabéns pela bravura Sr. MC estás um bicho e obrigada pela consideração, mas foi nesses momentos de espera que levei com a maçã na cabeça.

11:32 da manhã  

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