sexta-feira, outubro 08, 2004

Los Galayos


2, 3 e 4 de Outubro 2004

Soube apenas na Sexta feira que ia haver ponte (devido ao feriado de 5 de outubro 3ª feira).
Como os Galayos era um sonho antigo decidi na hora. Telefonei à Natália para avisar, e ela como sempre alinhou prontamente.
Saimos no Sábado de manhã, antes fomos ao modelo e ao lidl fazer algumas compras para os morfes...
Logo nessa manhã ainda dei uns pontapés a uns móveis(eu que sou calmo).
O meu 5º fogão camping gás tinha desaparecido!!! Logo este que lhe tinha feito um saquinho e tudo com tanto carinho. Desapareceu fogão trem de cozinha, e ainda alguns ingredientes que tinham sobrado dos Picos da Europa. Destino certo - lixo. Conformado e sem fogão decidimos comer ou no refúgio Victory ou comer frios Arghh!
Eram praí 10 da manhã 1quando apontamos a valência de alcântara. Em cácers a 104 km da fronteira portuguesa, avistamos mais um mussoleu do consumo. Um Carre4 ou cena parecida. Ainda coma a ideia do fogãosinho decidimo-nos por uma visita. Na pas de fogão... à estrada que se faz tarde!!! mas eis que o cansado "érrefive" não pegava. Indsite, encharca, desepera, limpa velas... etc. e nada.
Toca à procura de um mecânico geitoso ou milagroso. Sábado à tarde. Está a dar duas voltas a pé a cáceres. 4 horas depois decido omprar umas velas e uma chave. Quando leio a sinstruções "trocar uma de cada vez para não trocar as posições..." bato com a amão na testa como tivesse esquecido de jogar no totoloto. Corro até ao carro faço umas esperiências de trocas e voilá.... temos máquina novamente.

Destino agora sem paragens Arenas de S. Pedro.
Chegamos a Arenas por volta das 18h, por mim ia logo para cima ficar no refúgio. Mas decidimos comer num restaurante (abastecer para os dias seguintes) dormir cá em baixo e sair na manhã seguite.
Comemos num restaurante terrível! O preço dizia que era coisa boa (meu deus) como enlatados piores ods que levava na mochila, horrivel mesmo, o que safou ainda foi a garrafinha de vinho. Saimos do restaurante à procura de local para dormir. Passamos por guisando, e subimos até ao barrancal dela nora (que é onde se deixa o carro), como já era bastante de noite não vimos nenhum sitio onde encostar. Fomos ao parque de campismo... entramos e nada, ninguem atendeu!.
meia volta ao coche entre pelo mato dentro e encosta numa beira. Arranjar acruma para ficar-mos fofinhos monta tenda, lava os dentes e tá a dormir.
Acordamos cedo. Comemos nestum.
::Domingo::
As 9 da manhã já estavamos com mais de 20 kilos às costas caminho acima.
De inicio o caminho segue por entre o pinhal, mas algum tempo depois já não existe sombra vegetal. O que vale são as várias fontes que existem pelo caminho.
O tramo final, pode-se optar pelo "Canal da Apertura" (mais directo), ou pelas "zetas" mais bonito e menos perigoso, optamos pelas "ZETAS". O peso da mochila e o desnivel era amplamente compensado pela vista das agulhas. Só de o0lhar já mete medo. Estavam já várias cordadas na parede. Um gajo esteve praí meia hora do passo de 6a+ do "diedro ayuso" na "Punta Maria Luisa".
Seguiamos com curiosidade aquela cordada e o refigiu aparece abruptamente depois dde quase 1000metros de desnivel e 3h de caminho.
Paramos para morfar à sombra do refúgio. Decidimos para acabar a tarde fazer o "Gran diedro" do "gran Galayo", irmão maior pela sua superios altitude.
Para chegar à base do "gran diedro" é preciso passar à direita do "pequeno galayo" pelo corredor do torreon, +/- uma hora de aproximação. O diedro é muito fácil e bonito. peotecção evidente, fiz os dois primeros largos num só (IVº+), o 3º e último largo é apenas IIIº.
o torreon já ficava lá em baixo, e o refúgio parecia ridiculamente pequeno.

No cume fizemos uma fotos e descemos pela direita por uma placas tombadas (max. IIIº).

Ao descer falamos com uma cordada que tinha feito a "oeste" da "agulha negra", talvez a via maios dos galayos, cerca de 300 mts. Muito simpáticos, deram-nos algumas informações.
Voltamos ao refugio para comer e empatar tempo até dormir.
O pessoal foi descendo até que ficamnos completamente sosinhos com o guarda do refugio e ao que acho a namorada dele.
Não nos deitamos sem ver as estrelas, o que demorou ainda um bom bocado.
O "macarra" pos-nos á vontade, e passou-nos os dois dossies de croquis. Se quisessemos alguma informação, que nos disponibilizava.
A dormida por cima de umas tábuas duras como pedra, que por estar soltas a cada volta parece que ia cair tudo, não era lá muito xuave. Ainda fartamos de rir com as mensagens que o pessoal vai escrevendo. Coisas do género: "esteve aqui e não se pode dizer que não, Javi" ou então "subiu até aqui con muito custo, manolo", ou algumas mais drásticas "aqui cerrados à dos dias causa del frio, talvez vamos a morrir...", etc. Lá dormimos. Ainda fui mijar duas vezes a meio da noite. Comtemplar a magnitude daquelas agulhas, rasgadas a negro sobre o céu estrelado. Imponente. Apesar do frio ainda estive algum tempo, completamente só, a olhar para o "Torréon" em silêncio, aquele vulto imponente não queria nada comigo. Simplesmente ignorava que eu estava ali para o assediar.
A ideia era no dia seguinte fazer-nos a "lucas-sur" no "torreon" e a "oeste" da "punta margarita".
Acordamos cedo.
Pequeno almoço e sem perder mais tempo até à "plataforma flores" a base norte do torreon, ainda levou quase 1 hora a aproximação. Prontos para o ataque.

O 1º largo da "Lucas"(20mtrs, IVº+) percorre a parte da cara norte, atravessando em diagoanal pra a cara este. Ao chegar à reunião senti uma coisa que pensava não conhecer. A vista para sul é vazia, o abismo branco abre-se aos teus pés e quase vez a cara negra da morte dizer-te olá. Tentei não passar aqueles arrepios na espinha à minha companheira de cordada. Naquela altura senti a corda como um autêntico cordão umbilical, que me ligava à vida por sófragos milimetros. Montei reunião.
A minha respiração normalizou-se e exclamei para mim "o Abismo Branco sou eu, na minha brancura precipitam-se virgens suicidas, e nas madrugadas arrasto os pés sangrentos na areia molhada.
Da reunião partia uma linha completamente cozida de spits. Sorri para dentro, os espanhóis são cá uns medrosos...
Montei reunião sobre óxido rústico, e calmamente esperei que a Natália trepasse.

Aqui acaba a nossa aventura na Lucas (aquele ganda maluco).
Temos que rapelar 20 metros numa diagonal para a cara sul. Sim senhor é verdade tive medo, e ainda hoje quando penso nisso levo uma murraça no estômago.
Cheguei à 2º reunião, e esperei que a Natália descesse. Estavamos agora os dois na cara sul.

Daqui segui ligeiramente à esquerda por uma placa que me teletransportou a um sofá onde pude montar a 3º reunião.

O 3º largo é bastante aéreo e variado, chaminés, diedros, fissuras, etc, enfim um prazer raro e sublime, no goso que me deu fez-me sorrir pela primeira vez. Começava a ganhar confiança, e a altura já era tanta que se caisse tinha tempo suficiente para aprender a voar pelo caminho.
montei a 4º Reunião no final do diedro que já cheirava a cume.

A saida da reunião é por uma placa muito, mas mesmo muito exposta, mas por estas alturas eu já estava muito tranquilo, superando este passo, uma plataforma inclinada conduz-no proximo do topo. Montei uma runião.

Daqui é preciso saltar uma fossa mariana para aceder à plataforma do cimo. Um pequeno corredor com 30 cmde largo, com abismo à esquerda e abismo à direita. Uma pernita para cada lado e aos saltinhos cheguei à corrente ferrugenta. Comemos umas barritas estendemos os olhos por aquele terreno caótico e iniciamos os rapeis que nos levaram a terra firme. A descida pela cara norte, foi uma assustadora viagem ao mundo dos velhos lobos. Eram tacos de madeira apodrecido enfiados daquelas fissuras e escuras e sombrias que nos contavam dos heróis que por ali tinham sonhado.
Suspendi-me dumbujãosito, abandonei uma fita, etc.. uma vez mais preciso de unas cuerdas double.
Não quisemos mais escalada naquele dia.

encaminhamo-nos para o refúgio humildemesnte.

e o "Macarra" riu-se irónicamente e disse:
"El TÓRREON basta..."