quarta-feira, setembro 21, 2011

Meadinha - "Esperança"

17/18-09-2011

Sentíamos ânsia de voltar a ter dores nos gémeos, as costas picadas e um peso terrível na cabeça, inexplicável.
Na sexta arrumamos a tralha e seguimos rumo à Meadinha. Tudo como manda o estilo expedição pesada, ferro até aos dentes, comidinha petiscos e acepipes, e miolo completamente vulnerável ao ser que vive nas profundas fendas do granito.
Foi inédito estava uma grande equipa Tuga, vou referir os nomes porque não tenho fotos de todos, Sesa, Taia, MC, Zé cogumelo, Topas, Olga, Emanuel, Sérgio D., Alcino e um espanhol solitário. A parede estava cravadinha de pontos coloridos que procuravam o melhor graton.
Como já era de esperar no dia anterior enquanto ganhávamos sono, combinávamos as vias que íamos fazer. Na penumbra os projectos eram inúmeros, mas a luz do dia trás a visão de uma parede imponente, os projectos passam a ter o assombramento do granito prateado.
No sábado estávamos indecisos entre a “3ª porta para Shambala ” e a “Esperança”, com tantas indecisões, acabamos por ir “3ª porta para Shambala ”, fazer o primeiro largo. O largo pode dizer-se que é bem bom, para cozer o miolo em ponto de cruz. Seguem- se as fotos:


Sérgio no 1º largo da via“3ª porta para Shambala ”




O largo foi tão intenso que decidimos enfrentar a via às prestações, o povo diz: "primeiro estranha depois intranha", acho que vai ser dessa forma, a via é desconfortável.


Sérgio e o seu novo amigo. O primiero largo da via “3ª porta para Shambala ”, deixou-nos as costas picadinhas e decidimos ir ver como era a via "Esperança" do Roxo e da Daniela.


Sérgio no primiero largo da "Esperança"


Eu tinha esperança que a coisa fosse correr melhor, mas no segundo largo decidimos deixar o resto da via para o dia seguinte, é sempre bom fazer uma aproximação calma, estavamos aclimatar ao radão.

A noite, o jantar, o vinho as lentilhas, arroz perfumado, pimentos padrão, cogumelos frescos do Gerês, bolo de maçã... as histórias do pánico... e assim se passou um bom bocado.


Topas, Zé Cogumelo, Tiago, Taia, todos com muito frio.


"E entãoooooooo....."










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Zeza e Zé


Reparem no porta material, meias quitadas para clássica. Sérgio numa via qualquer no meio do mato.






Taia na reunião da via qualquer no meio do mato.

Depois do mato, decidimos ir terminar o que tinhamos começado no dia anterior:
"Esperança", podem ver mais em: http://rppd.blogspot.com







MC no primeiro largo da via "Esperança"


Sérgio no segundo largo na primeira secção de artificial.


A saída um pouco psico da primiera secção.


Na brincadeira enquanto o coelhinho atacava o MC.


MC a sacar os passitos miudinhos da primeira secção.


Sérgio na segunda secção de artificial.






MC no início do terceiro largo, que precede a chaminé rolha-claustrofóbica.


A chaminé, fissura, que deixa os bolsos das calças cheios de batatas fritas.






Sérgio na saída para o 4º largo.


O "Homem cabeça de croqui" a confirmar a linha.


No final decidimos rapelar, foi a cereja em cima do bolo, frioooo, muito frio, frio que perdorou durante dias, rapelar de noite, um tecto gigante...

...e algo que pode mudar a vida de uma pessoa...


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6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Boa!
A 1ª repetição da "Esperança" já está!
Bom...geralmente as nossas vias não têm mais do que uma repetição!...agora o musgo já pode voltar a crescer livremente...quem sabe se para alimentar o coelhinho ;)
Beijos e abraços!!
Daniela

11:13 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Excelente report...de fazer água na boca e suor nas mãos;)
As fotos estão bem nices! A condizer com o espírito vivido

Abreijos
Bruno Gaspar

P.S.: MC - Da próxima vez que o coelho te aparecer, faz como fizeste com a "Anaconda de quatro patas"...dá-lhe com o camalot nº4 em cima!!!

11:38 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

No estacionamento do costume? Rodeado por um lugar mágico, o estacionamento parece-me um lugar aprazivel para o convívio.

Bruno, o segredo aqui para o coelhitropo não atacar é fechar a fissuras com bastantes friends impossibilitando que este lance os seus carrachos corrosivos. No fds passado, os seus carrachos estavam tão fortes que até corroeu a vegetação da encosta em frente. Acho que quem achou piada à situação foi o sr. do helicóptero.
MC

1:15 da tarde  
Blogger taia said...

O coelho estava activissimo, Daniela o musgo parece-me muito pouco gourmet para os apetites de um animal tão requintado.

Tu fufinha anda para a Meadinha.

MC no sitio do constume à mesma hora. Cuidado com os ataques nocturnos.

AB

2:05 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Parabéns por mais esta sábia história.

Bem que eu passei o dia a pensar em que buraco vocês andariam metidos, é que nunca mais vos vimos!
Natália, tens uma foto fantástica, bem entaladinha com cara de poucos amigos.

Abraço
Sergio D

10:59 da tarde  
Blogger taia said...

Sérgio D. essa deve ser uma das mil e uma caras que fiz. A chaminé é de sofrida, pela minha cara deveria estar numa daquelas fases que nem para a frente nem para trás.

Passem por lá vale a pena.

Beijos
Taia

PS: Vamos ao fim de semana 3, vens?

12:22 da manhã  

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